sábado, 10 de fevereiro de 2018

(Espaço Aberto Arujá) Fouetté Stúdio de Dança


Quando eu estava dando aulas em Arujá em 2017, eu notei quase que sem querer - da minha visão do ônibus - onde tinha um estúdio. Esse lugar é um empreendimento de Paula Aparecida Biolcati Queiroz
e Clayton Peixoto Queiroz, seu marido.
O sonho de ter uma escola de dança nasceu em 2010 na Paula, junto com uma amiga de trabalho. Com o passar do tempo essa amiga engravidou e suas vidas tomaram rumos diferentes.
Seu marido sempre foi um apaixonado pela cidade de Arujá. Então de vez em quando faziam uma visita na cidade, olhavam seu terreno e sonhavam um pouco.
Em uma dessas vezes fizeram uma visita em uma escola de dança e foram muito mal atendidos. Perceberam que trabalhar naquele lugar seria muito complicado e que estavam prontos pata isso.
No ano de 2014 seu marido entrou em uma negociação e em um mês soube que iriam se mudar para Arujá. E se mudaram.
Eles continuavam pegando a Dutra para trabalhar em Guarulhos, mas após sofrer um acidente de carro, decidiu que não queria mais fazer esse trajeto todos os dias. Foi então que começaram a montar o Studio de dança Fouetté em Arujá.
Inauguraram no dia dezessete de janeiro de 2015.
Começaram em um prédio comercial, com várias salas no bairro Nossa Senhora do Carmo. Ficamos lá até o início de 2017. Tiveram que se mudar pois o dono do prédio locou uma das salas para um bar. As músicas ao vivo e a movimentação traziam muitos problemas para o Studio.
Fomos forçados a sair e isso acabou sendo maravilhoso para eles. Hoje estão no centro em uma ótima localização.

Em 2013 conheceram o método Vaganova. Um método feito por uma russa chamada Agrippina Vaganova.
Ela foi bailarina e depois professora de Ballet. Pesquisou e aperfeiçoou os métodos na antiga Escola Imperial de Ballet, hoje academia russa de Ballet Vaganova. A partir daí, criou seu próprio método de ensino, o qual é atualmente usado não só na Rússia, como no Ocidente, método esse que leva seu nome. Seus ensinamentos visavam combinar a elegância e o estilo refinado do Ballet Imperial.
Paula já havia transitado e feito muitos cursos conceituados de ballet. Mas esse método foi o mais eficiente e eficaz que conheceu em toda sua vida. Por isso o adotou para a formação do seu Studio.
O curso de formação inclui aulas práticas, teóricas e aulas de ballet de repertório.  A duração do curso é de 9 anos.
Mas oferecem também o ballet terapêutico. Para pessoas que não desejam formalidades, mas só querem dançar para fazer exercícios físicos ou aliviar o estresse do dia a dia.
Todo final de ano tem seu espetáculo de dança. Onde encerram o ciclo e o ano letivo. Se apresentam aos seus convidados em um palco, no teatro. 
Seu primeiro slogan foi o seguinte: ballet para todos
Algumas pessoas acreditam que ballet é só para crianças ou que para algum biotipo específico ou até mesmo anatômico preciso. O stúdio discorda veementemente disso. Que o ballet realmente possa ser para todos! Mas o aluno tem que amar e querer muito!
Quando começaram acharam que iriam ter muitas crianças, por ser uma escola nova. Mas para a surpresa do casal o público adulto veio em peso.
Eles tem aulas de:
Babyclass para crianças de 3 e 4 anos
Ballet preparatório: para crianças de 5 e 6 anos
Ballet clássico para crianças a partir de 7 anos de idade.
Ballet adulto: Iniciante, Intermediário e Avançado
Jazz dance: Adulto e infantil.
Oferecemos aulas especiais de férias com professores muito conceituados na área.
Tiveram o privilégio de ter grandes nomes como:
Maestro Eduardo Bonnis (ballet clássico)
Edson Santos (modern jazz)
Eder Cardoso (jazz musical)
Renata Baima (dança contemporânea)
Kauan Soares (bailarino profissinal no Ballet de Sodré, Uruguai)
Estamos localizaria na Avenida João Manoel nº 1105 Centro de Arujá.
Sobre loja.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Ink Cap Studio em Campeonato no Rio de Janeiro

No dia 18 de setembro de 2016 o Ink Cap participou do evento Cores e Valores na Cidade Maravilhosa.
Esse evento ocorre já a cinco anos sendo que é a segunda vez em que a equipe participa. Seu transporte foi através da Associação Afro-Brasileira Nossa Senhora Aparecida de Santa Isabel.
Saíram de viagem na sexta-feira, dia 16, e só chegaram em São Gonçalo no sábado dia 17. Eles começaram a pintura já no sábado, para termina-la no domingo, dia oficial do evento.
O estúdio é muitas vezes chamado para participar de eventos em outras cidades e estados. A falta de apoio muitas vezes os impede de marcar presença muitas vezes.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

O trabalho e arte de Gizele Moraes


Recentemente, no Facebook, encontrei essa artista na área da tatuagem e até mesmo na pintura: Gizele Moraes. Então aproveitei para falar com ela. E saber como começou entrou nesse mundo.
Ela começou a tatuar em 2005 quando comprou sua primeira máquina e fez uma tattoo na sua própria perna. Um tempo depois fez uma tatuagem com a Malu que a chamou para trabalhar com ela como auxiliar e aprendiz. Trabalharam por volta de três anos em que ela me ensinou a técnica. Com a pintura foi inspirada de modo mais intuitivo, pois pintar para ela é um estado de transe. Embora ainda não tenha conhecimento técnico com a pintura fez seu primeiro quadro no ano passado inspirada em Tupac Shakur.
No caso da tatuagem o que lhe inspira é uma tentativa de ir além da expectativa do cliente, resumindo. Ai vamos para a pintura. A música é o combustível da vida de Gizele, do seu espírito. Nntão pintar seus músicos preferidos naquele momento é algo que lhe põe em contato com a sua vibração parece loucura pintar e é. E pretende pintar apenas pessoas.
Ela costuma disser que tem um estúdio não-comercial na sua própria residência no bairro do Novo Éden
Uma questão que lhe aconteceu: deve um caso em especial que um homem de meia idade embriagado a insultou e deu um tapa no braço dela. Antes que ela pudesse reagir um homem levantou-se (era uma lanchonete) e agrediu o homem em questão. Mas ela crê que as pessoas tem mais medo do que preconceito pois o ser humano tem medo do desconhecido. E alguém com tantas tatuagens até um tempo atrás despertava a imaginação das pessoas acerca do caráter daquela pessoa. Ela nota no olhar das pessoas quando estão chocadas com sua imagem. Hoje sabe lidar melhor com isso não se incomodando e sorri gentilmente de volta
Não tem um estilo definido de tatuagem. Ela procura captar o ideal de cada pessoa e adaptar na parte do corpo. Usa matérias 100% descartáveis tintas certificadas pela Anvisa
Seu trabalho mais satisfatório e significativo (segundo ela mesmo) foi um dos últimos onde tatuou seu cliente por 9 horas seguidas e isso lhe deu uma convicção muito forte da sua vida profissional e pessoal, uma grande realização. Na pintura ela diz que não tem tanto tempo p se dedicar quanto gostaria. Pintar em si já é muito grandioso e significativo. E das pinturas q fez sua preferida é o segundo quadro (ainda em andamento) de Tupac
Um fato em especial na sua vida é ter nascido em 15 de abril dia do desenhista.

Face da Gizele: Face Gizele Moraes
Instagram: @gizele.moraes.56 
Whatsapp: +55 11 97169-0921
O trabalho de Gizele Moraes que durou cerca de 9 horas.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Poema "Nosso Filho" de Antonio Maurício de Sousa para o filho

Esse texto esta abaixo da estátua de Antônio Maurício de Sousa. Para quem não conhece ele é pai do ilustrador e cartunista Maurício de Sousa, o criador da Turma da Mônica, um dos maiores sucessos do Brasil, ao lado de grandes nomes como Ziraldo. Muitas pessoas sabem da origem do desenhista ser de Santa Isabel. Mas poucos sabem do talento de seus pais Antônio e Petronilha.
Poucos dados foram obtidos sobre os pais na internet. Além de poeta, Antônio era barbeiro, jornalista e trabalhava em rádios. Ele tinha um jornalzinho crítico, tipo o velho Pasquim, que ele rodava no fundo da barbearia dele, em uma linotipo (uma máquina impressora que funcionava antes da chegada da impressa offset).

E o jornal, geralmente, metia o pau nos políticos, nos poderosos e em algumas áreas da Igreja. Então, ele vivia sendo realmente expulso de Mogi. Mas eles viveram mais em Mogi.
Também era cantor, fazia músicas. Toda semana em sua casa havia um sarau, quando chegava o pessoal para declamar poesia e cantar. E seu filho, Maurício de Sousa vendo tudo aquilo. Às vezes, vinha tanta gente, que não cabia na casa. A casa era pequena, e eles iam para a da mãe de Antõnio, mas o seu pai era motorista, queria dormir cedo. Então, tinha uma loja funerária, cheia de caixões próximo dali. Lá dava para botar o pessoal pra cantar, declamar que não incomodaria ninguém.
Aqui coloco o texto na integra que fica na praça: 


És o fructo de um grande e santo amor...
És a fascinação, és a esperança!
A fulgida ventura que o Senhor,
Enviára para nós como lembrança

Que não tenhas na vida um dissabôr...
Que o teu futuro seja só bonança...
Que ames Deus e teu paes, com tal fulgor,
Como te amamos já, desde creança.

Tranbordaste de amôr o nosso ninho, 
Esses desejos que temos, tem um brilho
Que é para iluminar o teu caminho.

Já que segue comnosco o mesmo trilho,
Esperamo que Deus, com seu carinho
Faça de ti um bom e nobre filho!



terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Sebastião Claudiano, o primeiro vereador negro

Sebastião Claudiano 1880, filho de escravos na Fazenda Rio do Peixe em Igaratá. Contudo, foi na época da Lei do Ventre Livre, a qual consideravam que crianças filhas de escravas seriam livres. Ainda assim, as leis não permitiam que mães ficassem com suas crianças, sendo adotado por uma família de italianos que morava em Santa Isabel. Foi delegado de polícia, vereador e clarinetista na Corporação Musical São Benedito. Morreu em 6 de maio de 1962 e empresta seu nome a uma das ruas da cidade.
Lembrando que ele foi o primeiro vereador negro e presidente da Câmara Municipal em 1927. Realmente fazendo parte da história do município.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Minha opinião sobre os erros na exposição de turismo

Nesse texto e imagens eu tento mostrar algumas falhas graves relacionadas a uma exposição feita pelo pessoal do turismo na segunda semana de 2017. Espero aqui mostrar algumas falhas e mais para frente que eles eliminem esse tipo de falha.
Naquela parte que vemos na imagem falando "Espaço destinado a manter via prática da leitura e da cultura das histórias em quadrinhos", já temos nosso primeiro erro. A Gibiteca foi criada para homenagear Maurício de Sousa, que para mim não serviu de nada para essa cidade, mas essa é minha opinião... O problema esta no seguinte: aquele espaço não é destinado a leitura de histórias em quadrinhos! Ela é voltada só para a leitura de HQs do Maurício de Sousa e não é essa a minha intenção quando penso em uma gibiteca! Eu quero ler mais que o Pai da Mônica. Quero ler Calvin e Haroldo, Mafalda, Bone, nem precisa ser obras da DC ou da Marvel mas eu quero LER ALGO QUE NÃO SEJA DE UM SÓ AUTOR. Você vai na biblioteca ou em uma livraria, você vai ver só obras do Machado de Assis? Não! Tem Tolkien, Chico Buarque, Neil Gaiman, Eça de Queiroz... Porra! Tem até biografia do Dave Ghroul as vezes!
Sobre o casarão dos 13 esta escrito "Grupo Escolar". Uma pessoa comum de Santa Isabel que ver essa foto vai falar que aquele é o Casarão dos 13 de Maio. E vai procurar o tal Grupo Escolar. Seria muito simples procurar um modo mais correto de identificar aonde era esse lugar citado no texto. Quem sabe se marcassem ali com uma seta. Afinal, quase ninguém sabe aquele lugar servia para outra coisa além de ser um restaurante e pizzaria. 
Sem contar o "Construída no inicio do século XX". Por qual motivo só aquela letra na palavra esta marcada em Negrito e Sublinhado? Mas isso eu vou entrar em questão depois.
Falando agora da Igreja Nossa Senhora do Rosário, eles falam que ela "Possui uma divisão da nave principal(...)". O que seria uma nave meus queridos amigos? Acho que poucos sabem, mas o termo arquitetônico nave é originário do grego naos, referente ao espaço fechado de um templo, e do latim medieval navis. A nave é o termo referente à ala central de uma igreja ou catedral onde se reúnem os fiéis de modo a assistirem ao serviço religioso. Esta bem, estou pedindo que o pessoal do turismo coloque o que significa uma nave para as pessoas de Santa Isabel saberem o que é... Devo estar cobrando demais...
Mas vamos para a parte mais abaixo nessa foto então.
"(...)é a foz do riacho dos machados." Ache o erro aqui? Não sabe? Ahhhh... Muito simples. Se esta dando nome próprio, mesmo que seja apelido, você usa letras maiúsculas. Por favor, aqui já vimos que eles mataram a cultura, a história e o português!
No texto, nós vemos que fala do Ranário e do Recanto Apoena... Ok. E daí? Qual a importância financeira esse lugar tem para nós? Eu acredito que a exposição foi feita para atrair o turismo, ou seja empreendedores. Então... Me mostre onde posso investir a grana de um empresário! É tão difícil isso? Mostre números relativos aos lucros. E se a carne de rã vendida, por exemplo, rendeu empregos para a cidade de Santa Isabel. Assim saberemos que o Turismo em Santa Isabel esta MESMO pensando em Santa Isabel. 
E para finalizar essa parte das imagens esta escrito "Praça Poeta Antônio Maurício de Sousa". Mas o texto não fala em nenhum momento o que ele fez relacionado a poesia. Ali esta escrito sim, que ele seria "avô da Mônica" (obviamente das histórias da Turma da Mônica), que ele era barbeiro e que se mudou para Mogi das Cruzes. Nada além disso! Nem tiveram a ideia brilhante te notar que na estátua tem uma poesia dele. Já pensaram, se por um acaso, escrevessem esse texto na exposição. Que bonito seria? Mas nãoooooooooooo, o pessoal tem uma preguiça fenomenal...
Mas vamos falar de uma outra coisa. Esta vendo esse papel? Que foi fixado na parede três vezes... TRÊS! X! O mesmo papel três vezes. Não era mais fácil pegar e cada uma dessas informações e colocar só DUAS em cada papel? Ahhhh... Mas eu não comentei que esse papel foi feito um "CTRL+C, CTRL+V" de outro que foi entregue na semana da Consciência Negra! Eu tenho o papel comigo! Posso provar!
Agora, vamos a outro problema. Recentemente, nós da cultura perdemos um nome importante para a cidade, para a história e para as artes de Santa Isabel: o senhor Mauro Morini. O pessoal colocou fotos dele na exposição. Muito justo, visto que ele sempre contribuiu ao turismo. Agora, por que não escreveram sobre aquele homem tão doce? Simples! Preguiça! Pura e simples!
Turismo, consulte sua própria consciência: vocês querem MESMO fazer exposições, ou só usar o prédio por pura frescura!

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Linha do tempo de Santa Isabel

1723
A Igreja do Rosário é fundada e serve como Matriz da cidade até ser transferida para a paróquia que hoje conhecemos.
1812
O povoado é elevado a freguesia. Em 25 de junho ela é chamada de Vila de Santa Isabel.
1832
A Vila de Santa Isabel é desmembrada de Mogi das Cruzes por ordem do governo imperial.
1833
É elegida a primeira câmara municipal.
1888
Antes mesmo da Lei Aúrea ser assinada, em fevereiro desse ano os escravos da cidade são libertos.
1893
A vila foi elevada para o nível de município em 30 de maio.
1940
A queda do avião no Campo do Juta (Atual localização da Escola Gabriela Freire Lobo).
1966
Em 12 de outubro uma capela é inaugurada sob o título de Nossa Senhora Aparecida.
1986
Em 12 de outubro é decretada como paróquia a Igreja de Nossa Senhora Aparecida (Aparecidinha).
1987
Em 18 de junho ocorre o Holocaust Festival no Ginásio de Esportes. Com as bandas Dorsal Atlântica, Megaton, Anthares, Atomica e Sepultura.
1988
É começada a construção de um salão e da casa paroquial para a Igreja de Nossa Senhora Aparecida.
1999
Padre Gabriel Gonzaga Bina, junto com o arquiteto Manoel Benedito Barbosa e membros da comunidade elaboram o projeto da nova cúpula para a igreja.
2004
Ocorre a reforma da Igreja do Rosário.