segunda-feira, 10 de julho de 2017

(Espaço Aberto Arujá) Academia DRD


A Academia DRD esta em atuação a mais de 20 anos. Seu nome é uma homenagem do dono a três pessoa que nasceram no mesmo dia e mês. O próprio dono incluído nisso. Para mostrar a amizade entre Diógenes, Renato (o dono) e Deonídio.

Possui três professores de educação física para as áreas da academia. Além disso possuem professores para danças diversas como zumba (Jéssica), Ritmos (Angelo) e sertanejo universitário (Cris e Luan). Além de possuir um grupo de dança da academia, Os Tranqueiras.
Estiveram no evento da festa de aniversário de Arujá, na área próxima ao coreto, de frente a Festa das Nações. O público foi extremamente bem receptivo com essa grande aula.
Já participaram de algumas masterclass zumba. Uma masterclass de zumba é muito mais do que uma aula semanal que se faz na academia, escola, clube ou estúdio. Normalmente é em uma escala muito maior, sendo um evento público onde qualquer pessoa pode participar. Quase sempre tem mais de um instrutor convidado ou um motivo especial, como por exemplo a abertura de um estúdio. Geralmente tem duração de 90 minutos a 2 horas e na maioria dos casos é cobrada uma entrada.
Estão abertas em dias de semana de segunda a sexta. Das 5:00 as 22:00 horas. 
Fica na Rua Raposo Tavares, número 27, no Centro, no primeiro andar. Em cima da padaria Carloni.

sábado, 8 de julho de 2017

Fatos sobre a escravidão na cidade


Tratemos sobre o bairro 13 de Maio primeiramente. Esse é um bairro inteiro construído a partir da libertação dos escravos em 1888. Igrejas e monumentos erguidos com suor e sofrimento de trabalhadores negros. Tudo isso pode até passar despercebido pelo cenário urbano, mas a vida dos escravos faz parte da história da cidade de Santa Isabel.
Segundo os poucos documentos da cidade, o surgimento de bairros como o 13 de maio foi resultado da permanência de escravos na cidade. Maximinio Antonio de Camargo, era dono da maior fazenda da cidade, e co-fundador do Clube Abolicionista. Antes mesmo da assinatura da Lei Áurea, que deu liberdade aos escravos, ele havia deixado 189 deles livres. De acordo com a administração municipal o bairro teria surgido assim. Sem local para morar, os escravos foram se instalando nas dependências da fazenda de Camargo, trazendo danças e rezas típicas, como a congada e o moçambique. Uma herança física ainda presente na cidade é o obelisco criado no bairro. O monumento foi construído em 19 de fevereiro de 1888, pelos próprios escravos,então livres.
Outra construção que remonta a esse período quando existia é a Igreja Nossa Senhora do Monte Serrat. Segundo o doutor Isaias Bueno, a igreja foi construída no século XVIII. Suas paredes são de taipa, erguidas com mão de obra escrava. Essa informação foi constatada através de um tijolo encontrado durante uma reforma no ano de 1712, diz o relatório que lista o conteúdo histórico dos pontos turísticos na cidade. Superando até mesmo, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário. 
A Capela de São Benedito – padroeiro dos escravos – também teria sido construída por eles na cidade. Entretanto, não há documentos que comprovem a sua construção. Há ainda outros pontos famosos da cidade em que não há registro documental que comprove a passagem dos escravos, como a Rua Santa Cruz, onde supostamente praticava-se o comércio dos escravos que eram vendidos assim que chegavam de Minas Gerais e a Viela da Abolição, rua no bairro 13 de maio, que teria abrigado as primeiras casas após a libertação dos negros.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Matriz Nossa Senhora Aparecida: A igreja "Aparecidinha"

A história da paróquia Matriz Nossa Senhora Aparecida é relativamente recente, se comparada com a Igreja do Rosário. Mas sua importância é tão grande quando as outras da região. Sem contar que sim, ela também é matriz.
Tudo teria começado graças a doação de um terreno pela família João Antônio Mineiro e Isabel Judith de Moraes Mineiro. Ali foi construída uma capela em 12 de outubro de 1966, sob o título de Nossa Senhora Aparecida. Lembrando que o mesmo dia do mês é realmente dedicado a santa padroeira do Brasil.
No dia 12 de outubro de 1986 Dom Emílio Pignoli assinou o decreto de criação desta paróquia, nesta mesma solenidade foi nomeado o Padre Leônidas da Silva (o Pe. Leo) como primeiro pároco.
Um fator que enriqueceu ainda mais de forma cultural a nova Paróquia foi a vinda das Santas Missões Redentoristas, que aconteceram nos dias 12 e 29 de maio de 1988. Neste mesmo anos iniciaram-se as obras de um salão e da casa paroquial. A comunidade passou a usar provisoriamente este salão para as celebrações litúrgicas, pois a "capelinha" seria demolida.
No dia 06 de janeiro de 1991 foram nomeados o novo Pároco Padre Gerásimo Ciaccia e o Vigário paroquial Padre Ézio Bellini e com eles também veio o seminarista José Eduardo Ferreira, que em pouco tempo se tornaria o novo pároco, assumindo então a paróquia em 23 de janeiro de 1992. Notem como a importância do local cresceu, não somente pela mudança na estrutura física, como o o cuidado com quem assumiria. 
Em 1997 D. Paulo Mascarenhas Roxo transferiu Padre Eduardo para Mogi das Cruzes, e em seu lugar assumiu o Padre Gabriel Gonzaga Bina. Anos depois assumiria como prefeito de Santa Isabel.
No decorrer destes anos, outros sacerdotes passaram por aqui, Pe. Francisco Rodrigues, Pe. Lázaro Teodoro Mendes, Pe. José Rosarino Machado dos Santos, todos deixaram sua valiosa contribuição, todos a seu modo.
Com a necessidade de um espaço sagrado que comportasse o grande número de fiéis, o arquiteto Manoel Benedito Barbosa (conhecido como Neco), Padre Gabriel Gonzaga Bina e membros da comunidade elaboraram o projeto da construção da nova cúpula da igreja, que inicia-se em 1999. Gabriel Bina com certeza foi um dos mais importantes membros da paróquia estando 
No dia 12 de outubro de 2003, acontece a inauguração com a missa da Dedicação da Igreja e do Altar. Atualmente quem é o padre responsável pela Matriz Nossa Senhora Aparecida (mais conhecida por nós como "Aparecidinha") é o Padre Jaime Matheus.
Uma coisa que queria deixar claro: não importa se determinada igreja é matriz ou não. Como vimos aqui, a "Aparecidinha" e a "Matriz" são matrizes. O que importa é qual o significado religioso aquela instituição tem para seus fiéis. 

quinta-feira, 6 de julho de 2017

O significado por de trás dos nomes e das construções


Existem nomes dentro da cidade que nem imaginamos. Pode ser o de uma rua ou avenida. Mas os mais importantes, normalmente, são de construções. E que possuíam, ou possuem, alguma importância histórica, religiosa ou política. Aqui coloco alguns desses lugares.
Confiram:
  • Fábrica de Juta: A antiga fábrica de juta ficava no meio da cidade praticamente. E onde ela se localizava? Se não leu um texto anterior meu talvez não saiba, mas a famosa Galeria, que abriga diversos comércios da cidade, é a localidade do qual trato aqui. Pertencia ao senhor Guilherme Alfieri, proprietário da primeira linha telefônica da cidade.
  • Fórum: Pode não parecer, mas aquela região não era só um prédio relativo ao judiciário. Foi construído em 1960, no governo estadual de Carvalho Pinto. O local era, anteriormente o mercado municipal.
  • Igreja do Rosário: Construída e inaugurada em 1723 (aproximadamente), já foi a igreja Matriz de Santa Isabel. Foi feita pelas mãos de escravos, antes mesmo do surgimento da cidade de Santa Isabel.
  • Avenida Ferraz de Campos Salles: Essa área da cidade foi denominada em homenagem ao primeiro vereador negro da cidade, que nasceu depois da Lei do Ventre Livre. O rapaz foi adotado por uma família de italianos.
  • Praça da Bandeira: O local era chamado inicialmente como Praça do Rosário, em homenagem a Igreja de Nossa Senhora do Rosário. Depois da Proclamação da Independência, levou esse nome por mais um tempo, até ser alterado para Praça da Bandeira.
  • Casa Paroquial: Inicialmente era a antiga sede da família Fernandes Cardoso, foi transformada em uma pousada e doada para a diocese. E a igreja então a transformou na Casa Paroquial que conhecemos até os dias de hoje.
  • Casarão dos 13 de Maio: O lugar, na época atual, é uma pizzaria. Inicialmente o prédio foi construído para a instalação de uma escola municipal. O primeiro professor foi o senhor Benedito Mathias, popularmente conhecido como "Sinhô".
  • Avenida República: Sendo hoje em dia, o "centro urbano" da cidade, era uma área de várzea às margens do Ribeirão Araraquara. Foi inaugurada, oficialmente, em 1900, 32 anos após a Proclamação da República.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Prefeitos de Santa Isabel

Aqui tratarei de uma coisa que pouco falamos: prefeitos. Santa Isabel desde os tempos antigos até hoje. Mas nem todos foram tão marcantes quanto alguns. Aqui cito quatro deles. Não falo aqui que certa gestão é melhor ou pior do que outra. Só escrevo o que eles fizeram durante seu período de administração.
-Nenê Simão: Valdemar de Brito Simão, mais conhecido como Nenê Simão, isabelense, nascido em 15 de novembro de 1941. 
Ele era filho ex-prefeito, Joaquim Simão e de Jandira de Brito Simão. Nenê começou sua vida profissional auxiliando sua família no comércio. Depois disso já foi taxista e corretor de imóveis. Seu interesse pela política ocorreu depois que seu pai participou como vereador, presidente da câmara e o primeiro prefeito depois da era Vargas. Entre algumas de suas obras na cidade ele estão:

  • o primeiro Pronto Socorro Municipal;
  • instalou a UBS - Unidade Básica de Saúde I e II;
  • a concessão para transporte coletivo urbano municipal entre o Centro e diversos bairros na zona urbana e rural;
  • instalou o IRGD no município para expedição da Cédula de Identidade;
  • a criação da Biblioteca Municipal.
-Waldir José Cabral Saueia: Nascido em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, filho do libanês, Ide Saueia com a brasileira Eloah Cabral Saueia. Graduou-se na Universidade Mackenzie no curso de letras. Já ministrou aulas de inglês no Instituto Roosevelt de Idiomas.
Sua família veio para Santa Isabel, quando Ide adquiriu terras na cidade e instalou sua fábrica A Vencedora. Como Waldir era bom orador, e já acumulava certa fama por seu modo de se comunicar, foi convidado certa vez a saudar um desconhecido professor, que viria a se tornar o futuro presidente, Janio da Silva Quadros. Isso chamou a atenção de muitos políticos isabelenses. Conheceu figuras famosas figuras políticas do cenário nacional como Paulo Maluf. O que culminou com a construção de diversas obras e convênios graças ao governo estadual e federal.
Nas realizações durante seu governo podemos citar:
  • pavimentação do Jardim Heloisa Maria, Jardim Monte Serrat, 13 de Maio e Vila Guilherme;
  • construção de aquedutos para combater as enchentes em pontos críticos da cidade;
  • construção das escolas Laurentina Lorena Correa da Silva, Professora Maria das Graças Sales de Oliveira, José de Almeida Machado e diversas escolas rurais;
  • obras sociais como campanha de agasalho entre outros;
  • criou o Varejão.
-Artur José da Costa: Segundo prefeito de Santa Isabel, que sucedeu Benedito Vieira de Paula, em 1938. 
Entre uma de suas obras esta a construção da escadaria da Igreja Matriz Santa Isabel. Com a ajuda de um projetista, ele facilitou o acesso até paróquia para todos. Isso, visto que antes teriam que subir um morro muitas vezes para chegar mais rápido até o lugar. Em seu governo também foi começado o calçamento e melhoramento da Praça da Bandeira, pelas mãos do pedreiro Zezico da Lavinia. As laterais desse lugar foram revestidas com pedras chatas e unidas por massa de cimento que perduraram mais ou menos até 1945. Começaram a tomar outro aspecto devido as diversas reformas da localização.
-José Basílio de Alvarenga: Ele nasceu na cidade mineira de Silvianópolis, mas contribuiu muito com o desenvolvimento de Santa Isabel.
Graças a ele, a energia elétrica veio para Santa Isabel. Conhecido também como "Prefeito Estradeiro", foi responsável por mudanças na cidade, como a abertura de estradas que ligavam o Centro com os bairros afastados, que antes eram estradinhas estreitas e de difícil acesso. Ele conseguiu a verba necessária para captação de água potável que seria finalizada no governo do Prefeito João Pires Filho.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Padre João Orlando da Cruz

Padre João Orlando da Cruz, difícil encontrar palavras para descrever a enorme saudade que ele deixou ao partir em 04 de janeiro de 2001, e o sentimento de desamparo que tomou conta da paróquia Santa Isabel e de toda cidade, afinal, foram quarenta anos de convivência e dedicação aos isabelenses e à cidade que ele passou a chamar de sua também. Muitos o consideravam como parte da família, porque por suas mãos foram batizados, crismados e casados. Em certas ocasiões dizia que se sentia como um avô da cidade toda, porque havia realizado incontáveis casamentos de jovens que depois se tornaram pais e tiveram filhos, então batizou esses filhos, os casou e ainda batizou o filho desses filhos, enfim, acompanhou e participou da formação de muitas famílias. Padre João Orlando da Cruz nasceu em 16 de julho de 1930, em São José dos Campos, ingressou no seminário ainda menino pelas mãos do Monsenhor Luiz Gonzaga Alves Cavalheiro, ordenou-se padre em 29 de junho de 1957 e depois de três anos, em 14 de fevereiro de 1960, veio para Santa Isabel para ficar apenas seis meses, mas acabou ficando por quarenta anos. Durante o período que esteve à frente da Paróquia Santa Isabel dedicou-se com amor e responsabilidade às atividades da igreja e da comunidade, reorganizou todas as congregações religiosas, dando-lhes nova vida e novo ânimo, trabalhou muito na assistência e promoção humana. Suas ações contribuíram para a formação religiosa de muitas pessoas, tornando também a Paróquia de Santa Isabel um modelo de evangelização, trabalho e organização em toda Diocese de Mogi das Cruzes, a qual faz parte. Por ocasião de suas Bodas de Prata foi-lhe outorgado o título de cidadão isabelense, com direito e justiça, e como forma de reconhecimento pelos anos de dedicação à cidade. Como derradeira homenagem, em 10 de janeiro de 2002, por indicação de Ademar Barbosa, vereador à época, a antiga Rua Karibê passou a se chamar Rua Padre João Orlando da Cruz.